fevereiro 13, 2008

Blog # 28

Só agora reparo que o Dr. Madaíl, que comanda a Federação de Futebol, declarou sem interesse e “escusada” a opinião do Presidente da República sobre a organização de um Mundial de futebol em solo pátrio. Discordar da opinião do Presidente da República é um direito adquirido e, por vezes, quando não estamos de acordo com ele, um dever de sincero patriotismo. Ora, neste caso, o presidente limitou-se a dizer que há coisas mais importantes para pensar; tem toda a razão. Mesmo assim, admitem-se discordâncias. Pode discordar-se. Mas dizer que a sua opinião é “escusada”, como referiu o Dr. Madaíl, com a sua voz de ‘basso profondo’, é que parece exagerado. Ele vive num mundo cheio de bola e de fundos milionários, a quem a bola empresta prestígio e poder; para ganhar autoridade, depois das contas da Expo (que ele elege como modelo comparativo, um tiro no pé), o comandante da Federação devia avançar, isso sim, com contas feitas e relatório de dividendos. Depois se veria.

***

Ver o PCP nas ruas a lutar “pelas liberdades” e acusar Portugal de ser uma ditadura é um tanto absurdo, lembrando que o partidão venera o camarada Estaline. Jerónimo de Sousa arengou “em defesa das liberdades” um pouco antes de receber delegados comunistas de Cuba, da Coreia do Norte, do Zimbabwe e da Venezuela. Na mouche.

***

- Hoje, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, José Medeiros Ferreira fala sobre os livros da sua vida – aqueles que não esqueceu.

- João Amaral explica, em ‘O Roubo do Príncipe. Salazar e o Casamento do Duque de Bragança’ (edição Tribuna da História) como Salazar acabou com o sonho monárquico em Portugal. Magnífico.

***

FRASES

- "É impossível aguentarmos quatro sessões por dia, é inconstitucional” Um dos advogados dos arguidos no ‘Apito Dourado’, ontem no CM

- "O homem comum não existe. Mas, se existisse, seria electrodoméstico” Segismundo, no blogue Albergue dos Danados

Etiquetas: