janeiro 16, 2009

Blog # 268

Chamo a atenção do leitor para esta observação: "Fiz algumas contas e verifiquei que a venda de entradas não representa assim tanto para os museus." Portanto "deveriam ser todos de entrada gratuita para a população". É muita generosidade. Por mais que nos custe a acreditar, esta ideia peregrina é de Joe Berardo, o proprietário de uma vasta colecção de arte contemporânea que o empresário disponibilizou "à população" no Centro Cultural de Belém depois de ter obtido sérias e valiosas garantias do Estado. A generosidade com o dinheiro do Estado é fácil. Mas seria bom perguntar pela generosidade dos empresários e dos ricos em relação "à população". Eu, por exemplo, fiz algumas contas e verifiquei que os dinheiros do Estado ainda representam alguma coisa para o empresário Joe Berardo.

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É uma autobiografia estranha, densa, cheia de factos e de coragem: 'É Melhor Partires de Madrugada', do prémio Nobel africano Wole Soyinka (edição Pedra da Lua) colecciona perplexidades e denúncias, num ritmo alucinante, imparável.

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FRASES

"[Há muitos teólogos e padres que] preferem ver casamentos que são verdadeiros calvários." Padre Costa Pito, ontem no CM.

"Há vinte anos, a ilusão da Europa intoxicou os portugueses. E, há dez, o euro potenciou o delírio." Eduardo Pitta, no blogue Da Literatura.

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