abril 26, 2011

Blog # 852

Passam amanhã 120 anos sobre o nascimento do ucraniano Sergei Prokofiev. Conhecemos sobretudo a peça ‘Pedro e o Lobo’, um prodígio de simplicidade e de arte narrativa, bem como a música dos filmes de Eisenstein (‘Ivan, o Terrível’, nomeadamente) ou a sua ligação ao bailado (compôs ‘Romeu e Julieta’ para o Kirov). É pouco, mas o leitor pode escutar os seus concertos para piano. O que surpreende em Prokofiev é a sua ligação amargurada à ditadura de Estaline (morreram no mesmo dia), depois de ter passado larga temporada nos EUA (onde privou com Rachmaninoff) e em Inglaterra (onde conhece Stravinsky). O regime festejava-o e perseguia-o (e à sua família), em simultâneo. O estalinismo considerou-o um ‘formalista’, e a sua música anti-democrática. Resistiu ao tempo, como se vê.

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Sai a 16 de Maio para as livrarias e vou lê-lo sem hesitar: ‘Os Cem Passos’, do luso-americano Richard C. Morais (Dom Quixote), promete emoções para quem gosta, ao mesmo tempo, de literatura e de gastronomia (indiana e francesa).

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FRASES

"Sempre houve pessoas que nunca viveram senão em crise e no teatro somos o exemplo disso." Joaquim Benite, ontem, no CM

"Há pregadores que usam os dias santos para infernizar os raros prazeres dos compatriotas." Luís M. Jorge, no blogue Vida Breve.

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